Tel Aviv é uma cidade que precisa ser amada. Para tanto, ela se debruça sobre o Mediterrâneo à procura do reconhecimento ocidental. Mas, entre os seus boulevards de atmosfera européia e as suas longas avenidas repletas de espigões à moda norte-americana se esconde uma cidade cuja timidez calcada numa identidade rústica e andarilha impede o desenvolvimento de uma verdadeira capital do oriente.
Capital que se esconde em escombros soterrados por um século de concreto cujo amálgama se traduz num passado errante de suor e de lágrimas. Quais seriam os segredos e os verdadeiros dramas do mundo que se oculta sob as pedras do asfalto e os alicerces dos shopping centers?
Tel Aviv é uma cidade fantástica tal o Castelo de Kafka. Talvez eu ainda não a tenha compreendido: talvez! Mas, sei o que sinto e, desavisada, busco romper a superfície. Quero quebrar o chão que sustenta as minhas passadas. Pois, este chão, ora já se viu, não se quer deixar pisar: não se quer fazer sentir.
Onde está Tel Aviv? Procuro esquinas: não as encontro. Procuro pessoas: não as percebo. Vejo, enfim, cachorros. Todos eles muito gordos a marcha rumo ao progresso. Mas, não é isso o que eu quero.
Sinal fechado. Os ônibus passam. Os telefones apitam. Enquanto isso eu permaneço no silêncio de D’us. E, lá onde a minha vista se perde as adolescentes plantam os seios verdes nos rostos lisos dos namorados. Preciso de putas! Não quero crianças.
Preciso de vida! Ânima! Drama! Corpos maduros que se abram ao prazer e se deixem consumir pelo sol e pelo trabalho incessante de uma vida cujo o único sentido é se deixar viver. Preciso das mãos que sufocam o gozo preso na garganta para desvirginar o chão. Através delas irei destruir o progresso, desconstruir o Castelo e encontrar a morada no útero da primavera. Pois, não existe a necessidade do amor. Existe apenas a vida.
Agosto 12, 2009 às 12:11 am |
Ótimo texto, para variar, Julie. Fiquei curioso para ler um semelhante sobre a Recife que você enxerga. Aliás, seria fascinante uma série Cidades com esse mote. Se pudesse alongar um pouco o texto… ou melhor, completá-lo com fotografias, daria um livro promissor! Pense nisso, hehehehe!
Ah, you got mail!
Agosto 18, 2009 às 1:15 am |
Julie…!!! Por onde andas??? Cadê você??? Simiu!!!
Beijos todos!
Agosto 18, 2009 às 1:15 am |
*sumiu
Agosto 20, 2009 às 2:16 am |
Ô, Julinha!
dá-me notícias tuas…!
Sou sua fã!!! (rsrs)
Beijos!
Agosto 23, 2009 às 12:54 am |
Ju!!
=)
bom ler voce no meu blog hehehehhe
mt legal o seu! to vendo agora…
como vc anda por ai????
ta td bem? ta feliz????
=*************
Setembro 25, 2009 às 7:27 pm |
Me passou a sensação de buscar emoção, intensidade.
Beijos, Ju!