
É necessário que todos se convençam do próprio cinismo e proclamem em voz alta a própria imprudência. Assim, advirto cada um de vocês de que não quero mais esperar, perdoar e confiar em falsas expectativas. A vida é breve. “O tempo passa e nos carrega com ele: o momento em que falo já está longe de mim.” O tempo passa e eu me canso. Envelheço e embruteço. Perco o amor depositado em cada sonho. Passo a considerar tudo vão. Ao redor de mim é puro vazio. Ao redor de mim! Ai, quem me dera existisse um contexto. Algo para além dos meus braços e pernas: um horizonte no qual eu pudesse depositar a minha vista. Mas, não existe o horizonte. Diante de mim resto sozinha: não há braços que enlacem as minhas pernas. Existem as minhas pernas que se contorcem e se aninham nos meus próprios braços. O amor é sem importância. E, como pesa a desimportância: ela tem o meu próprio peso. Mas, já não suporto esse peso. Estou de ponta-cabeça: torcida e retorcida. As minhas mãos não se apoiam: simplesmente não se alcançam. Daquilo que me faço pesar ao desequilíbrio basta um passo. Tropeço. Despenco. Lamento sentir a minha cabeça girar entre os meus braços e as minhas pernas. Não existe tragédia no meu sofrimento. A minha queda mostrou-se uma pirueta. E, eu, caricata, metade bicho, metade artista de circo, sou a mentira burlesca para quem a plateia se desmanchou em risos.
Maio 27, 2009 às 11:34 am |
Ta lindissimo o visual! (: (não sei sequer se esta parte é nova, de tanto tempo que não visito
)!
Fico devendo a leitura pro mais cedo possivel, ¿vale?
Beijo!
Maio 31, 2009 às 10:48 pm |
Cobrarei! =P