Juliana Albuquerque, 2005.
Pinga mais uma gota
No copo.
Escorre, lentamente o sangue:
Estamos todos mortos.
E não existe tempo suficiente,
Nada mais transcende.
É o absurdo,
São os verbos,
Os corpos.
Outro instante das nossas vidas,
A música cala,
E muda
Pinga.
Junho 11, 2008 em 12:43 am
=O
Bem ao seu estilo essa poesia.
Não que eu tenha conseguido traçar um perfil adequado do seu estilo de escrita. O que quero dizer é que o poema é complexo e cheio de significado subliminar, que poucos são capazes de realmente abstrair. E seus textos também costumam ser assim.
Eu acho que você nasceu para isso, escrever.