Poema.

Juliana Albuquerque, 2005.

Pinga mais uma gota

No copo.

Escorre, lentamente o sangue:

Estamos todos mortos.

E não existe tempo suficiente,

Nada mais transcende.

É o absurdo,

São os verbos,

Os corpos.

Outro instante das nossas vidas,

A música cala,

E muda

Pinga.

Uma resposta para “Poema.”

  1. Elvis "Wolvie" Disse:

    =O
    Bem ao seu estilo essa poesia.
    Não que eu tenha conseguido traçar um perfil adequado do seu estilo de escrita. O que quero dizer é que o poema é complexo e cheio de significado subliminar, que poucos são capazes de realmente abstrair. E seus textos também costumam ser assim.
    Eu acho que você nasceu para isso, escrever.

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