Encontro e espanto: criação.

I

(texto publicado no meu fotolog em 29 de maio de 2008 )

Diz-se que a nossa primeira atitude diante da vida deve ser a do espanto: quando conseguimos apreender todo lado trágico da existência. Mas, o espanto ocorre no encontro do homem com o outro: o mundo. O outro que é tão pleno de certeza quanto ele, e que por isso segue o seu caminho, a princípio, em paralelo.

Mas quando as histórias se cruzam, interrompe-se a apneia: respira-se, enfim. Como se num choque subterrâneo, o eu e o outro acordassem de um delírio e procurassem por ar. Cria-se, enfim, algo novo: consciências além do trágico, consciências que se reconhecem, braços que se dão e se equivalem. Vê-se, desta forma, no amor o gérmen da experiência ética.

Uma resposta para “Encontro e espanto: criação.”

  1. Laura Maciel Freire de Azevedo Disse:

    Não há espanto melhor que encontrar, de repente, abruptamente, surpreendentemente “consciências além do trágico, consciências que se reconhecem, braços que se dão e se equivalem.”.

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